domingo, 24 de fevereiro de 2013

Capítulo Dois


Estávamos conversando sobre essa ideia de viajar. Uma viagem não muito longa, não muito longe e não muito cara. Decidimos ir para o Sul porque o frio de la me encanta, até porque viver numa cidade onde se faz calor até no inverno não é assim tão fácil. Tínhamos um dinheiro guardado no banco, pegamos e juntamos. Tinha uma boa quantidade que dava para pagar as passagens, a hospedagem e os custos. Decidi que viajaríamos no próximo mês.
Passou esse mês sem muitas novidades mas com grande expectativa pra viagem, afinal faltavam apenas dois dias. Hoje fazemos um ano e cinco meses e eu estava em casa arrumando minhas malas para levar pra casa do Jo quando alguém toca a campainha. Gritei para que a minha mãe atendesse mas me lembrei que estava sozinha, então de shortinho, camisa grande do Jo e meu cabelo preso num coque no alto da cabeça. Abri a porta e era Jo com um buquê de rosas brancas na mão e disse:
-Oi Hol, feliz um ano e cinco meses, comprei pra você, espero que goste.
Ele nunca tinha comprado flores, só roubado de algum canteiro e dado pra mim na mesma hora, um tanto quanto fofo, até. Meus olhos se encheram de lágrimas, eu peguei as rosas e o abracei forte e disse:
-Obrigada meu amor, são lindas, feliz um ano e cinco meses. Seu presente ainda está vindo, não adianta me perguntar o que é porque é segredo. Vem, entra, to arrumando minhas malas.
Ele fez uma carinha de triste porque queria saber o que era, puxou meu braço, me deu um beijo e logo depois me disse:
-Você tá linda assim. Andou fazendo faxina?
-Antes de arrumar as coisas estava arrumando a casa, como você sabe?
-Tem uma poeirazinha no seu cabelo, e você tá vermelha. Sempre que faz faxina você fica com a pontinha no nariz vermelha.- ele sorriu tirando a poeira de cima da minha cabeça
-Maldita alergia- eu ri
Subimos e ele deitou na cama, deixando minha pilha de roupas devidamente passadas se desmoronar e na mesma hora ele me olhou com cara de quem fez merda e riu
-Holly, pra que tanta roupa?- ele disse olhando meio assustado paras as minhas quatro quase cinco malas.
-Jo, olhe, essa mala preta é de coisas tipo condicionador, shampoo, protetor solar, chapinha, maquiagem, e outras coisas. A mala rosa é de calcinha, meia, sutiã e roupa de dormir. A mala cinza é de sapato, toalha, essas coisas, a azul escura que eu acabei de fazer é de roupa e a roxinha pequena é bagagem de mão, fone, celular, maquiagem, coisinhas de mulher...
-Mulheres- balançou a cabeça e mudou de canal.
 Terminei de fazer as malas e ele estava me ajudando a tirá-las e pôr no carro. Nos dirigimos a casa dele e chegando lá vi duas malas muito mal feitas. Lembrando que só vamos passar três semanas lá. Fui para a cozinha fazer o jantar. Fiz macarrão com molho branco e lulas, minha especialidade. Ele comeu duas vezes. Enquanto ele lavava a louça, eu estava colocando as malas na sala e vendo um filme. Fomos dormir e eu ansiosa para a viagem do dia seguinte.
Nosso vôo era para as 11:40 da manhã, acordamos as 8:30, tomamos um banho, fizemos umas sacanagens no quarto como sempre, nos vestimos e descemos. Esperamos o pai dele para voltar com o carro, pegamos as malas e botamos no porta malas e a única que não foi era a mala roxinha. Fomos para o aeroporto, eram 10:50 e nosso vôo iria atrasar e estaria previsto para 12:30. Fomos num daqueles restaurantes de aeroporto, comemos umas coisinhas, compramos ns pães de queijo, biscoitinhos e doces e fomos fazer o check-in.
Tudo pronto, estávamos já sentados, eu na janela e ele do meu lado, peguei meus fones, meu celular, botei pra tocar "Don't You Worry Child". Olhei pela janela e me bateu uma onda enorme de felicidade. Dentro de algumas horas passaria 3 semanas num lugar maravilhoso com o amor da minha vida. Algo me dizia que aquela viagem seria maravilhosa e que mudaria minha vida. Pra melhor, claro.

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